quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Quixeramobim, 14 de novembro de 2011

Senhor Carlos Alberto,

Diretor do comitê de segurança e administrador do Honda do Quarteirão de minha cidade,

Venho por meio desta carta informa-lhe da segurança caótica de nossa região, sei que a população tem os mesmos princípios que eu. Sou funcionário do programa bolsa família, visito inúmeras casas, e em unanimidade todos dizem da carência de segurança. Nossa cidade esta crescendo cada vez mais, temos que preparar pessoas qualificadas que possam fazer a guarda, seja ela noturna ou diária da mesma, porque os números são catastróficos de guardas que fazem esse serviço. Ou ate mesmo criar organizações, para trabalho em equipe, semelhante ao Honda, para termos uma maior tranqüilidade e sossego de que estamos bem preparados no âmbito segurança. Deste de já agradeço e gostaria de ver resultados.

João Mesquita

Espinha de peixe

De repente Dona Carolina deixou cair o garfo e soltou um grunhido. Todos se precipitaram para ela, abandonando seus lugares à mesa: a filha, os genros, os netos:

- Que foi mamãe?

- Dona Carolina, a senhora ta sentindo alguma coisa?

- Fale conosco, Vovó?

A velha porém só fazia arranhar a garganta com sons estrangulados, a boca aberta, os olhos revirados para cima.

Todos ficaram em estado de pânico, Dona Carolina era muito forte, um símbolo de superação, aos 80 anos de idade mora só, apenas com a empregada, tinha a sua filha que morava no outro quarteirão e sempre estava-la, mas com sua idade era algo para se parar para observar, tinha saúde e disposição de poucos, era de se tirar o chapéu para Dona Carolina.

A filha disse:

- Mamãe pelo amor de Deus, diga-nos o que aconteceu? Não fique parada apenas olhando para cima.

Dona Carolina não tinha como falar e todos estavam deixando-a com tantas interrogações.

Se não estava falando é porque algo tinha, mas não entendiam isso, apenas o interrogavam.

Passando 15 minutos de tensão a ambulância estava chegando, não tinham avisado Dona Carolina, a senhora tinha pavor de hospital, quando estavam todos prontos, a filha aos prantos e o marido querendo conte-la, escutam o som da sirene,Dona Carolina entra em nervosismo, faz muita força para tirar o que estava lhe sufocando , não admite ir ao hospital. Quando os enfermeiro entram em sua casa para ajudá-la a ir até a ambulância, Carolina depois de varias tentativas coloca o dedo na garganta e provoca o vômito, logo sai e todos vêem a espinha que lhe segurava a voz e fôlego, a velhinha volta a falar, mais continua muito nervosa, a filha não resistiu com tanto nervosismo pensando que ia acontecer algo pior, assim que a mãe voltou a falar, a filha desmaiou no meio da sala, e foi levada pela ambulância ao hospital.

O cisne e o cozinheiro
Em um certo dia o cozsinheiro decidiu fazer um lindo almoço de domingo e quiz matar o marreco. Sete horas da manhã a bicharada soube que era o último dia de vida do marreco. Correram todos, pato, galinha, galo, e cisne avisar para o querido amigo marreco que hoje era seu fim ! Pobrezinho, ficou triste de dar dó, logo chegou as 11:00hs, a hora da matança, os outros animais ficaram felizes da vida que ainda não tinha chegado a hora deles. Quando o cozinheiro foi busca-lo optou por decidir matar o cisne e o marreco desta vez se livrou, e o pobre cisne que estava feliz da vida logo ficou aos prantos, mais não teve outra soluçõ, o pobrezinho foi estrangulado.
Moral : Depois da tempestade vêm a bonança.

A cabra e o Asno

Uma cabra vivia numa casa e o dono comprou um asno, a cabra logo ficou com ciúmes, pois queriam atenção somente para ela.

A cabra disse:

- Quem mandou você tomar o meu lugar, vou fazer você sofrer agora!

A cabra deixava o asno sempre com fome, porque comia a comida que vinha para ele, e se o asno falasse algo, a cabra batia nele. O asno não sobreviveu e logo morreu!

A cabra mais uma vez conseguiu a atenção total para ela.
Moral : A corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

Prova

Esse mar me seduz mais é só pra me afogar

... O carteiro lhe entregou a correspondência e pediu que Cristiano assinasse. Rapidamente fechou a porta, olhou o papel e viu que era de Carolina, o seu grande e único amor. O coração acelerou, as mãos gelaram, Cristiano ficou nervoso com o que tinha escrito ali, algo de muito importante sabia que tinha, Carolina era sua ex- namorada, tinha ido embora para Tóquio, porque seus pais tinham lhe obrigado a casar com Júlio, filho de um casal, amigos deles.

Seus pais não gostavam de Cristiano, devido ele ser pobre e Júlio já tinha boas condições financeiras. Carolina era capaz de abrir mão de seu amor por Cristiano, para obedecer a eles, Julio tinha como lhe dar tudo, era um bom rapaz, bom filho, e trabalhava na sua própria empresa, era um grande empresário.

No Brasil, Cristiano contava os dias para que chegasse alguma correspondência de Carolina, como ela prometera antes de ir embora, voltava para ficar ao seu lado, não sabia quando mais voltava, porque seu amor por ele era maior que todos os outros.

Não permaneceu por muito tempo e logo abriu a carta, não agüentava mais esperar, queria notícias de Carolina, desde que tinha ido embora, há quase quatro anos, não sabia mais notícias dela.

Na carta estava escrito: desculpe por não ter respondido todas as cartas que você tem me mandado Cristiano, aqui é uma correria. Meu amor por você continua o mesmo, mas construí uma história aqui e sei que deve ter alguém que preencheu meu lugar. Espero que esteja muito feliz, porque estou feliz aqui na medida do possível. Beijos, Carolina.

Cristiano todos esses dias não tinha olhos nem pensamentos para ninguém, não respondeu a carta de Carolina, vio que ela estava feliz lá, mas ficou com uma enorme mágoa, porque era como se estivesse parado de viver, porque estava à espera de Carolina. Todos estes tempos foram perdidos, sua vida não seria mais a mesma. Não tinha mais sentido viver, sem contar com a forte depressão que estava devida não ter tido por muito tempo notícias de Carolina.

Suicidou-se, estava fora de si, entrando já em Estado de loucura, para ele só assim matava o sentimento que tinha por Carolina.

A coruja e a águia

Em uma manhã de sol, a paz reinava na floresta, todos os animais estavam maravilhados com o lindo dia que fazia, pois nos dias anteriores o tempo não estava nada bom, chovia e fazia muito frio.

Neste dia tinha sido diferente, o sol nascera vibrante, todos os animais estavam em festa, até a dona águia não parava de voar, como sempre observadora e atenta para captar qualquer movimentação duvidosa, a coruja por sua vez não queria brincar, passara o dia com a cara nos livros, cada vez adquirindo mais sabedoria. Os outros animais, pato, galinha, leão, tigre, cobra, girafa, e a zebra passaram o dia brincando. Logo chegou à tarde, o tempo rapidamente mudou a águia que sempre mostrava sua força e esperteza precisava agora da ajuda da coruja. A pobre águia estava caída toda molhada e não tinha como voar com as penas todas encharcadas, a coruja por sua vez foi ajuda lá. A águia ficou surpresa quando vio que a coruja foi ajudá-la, e agradeceu inúmeras vezes.

Moral: No momento do perigo é que si conhecem os heróis.

Rotatividade e Mudança

Os primeiros anos de vida suscitaram em mim o gosto pela aventura. O meu pai dizia não saber bem o porquê da existência e vivia mudando de trabalho, de mulher e cidade.

A característica mais marcante de meu pai era sua rotatividade. Dizia-se filósofo sem livro, com uma única fortuna: o pensamento. Eu no começo achava meu pai um homem tão só amargurado por ter sido abandonado pela minha mãe quando eu era de colo.

Morávamos então no alto da Rua Ramiro Barcelos, em Porto Alegre, o meu pai me levava a passear todos os dias pela manhã na Praça Julio de Castelos e me ensinava os nomes das arvores, eu não gostava de ficar só os nomes, gostava de saber a característica de cada vegetal, a régio de origem. Ele me dizia que o mundo não era só aquelas plantas, era também as pessoas que passavam e as que ficavam e que cada um tem o seu drama.

Sei que o mundo não era só de plantas, mas fiquei interessado em saber suas características. Meu pai não sabia, apenas observava, não queria ter profundidade do assunto. Aliás, não queria ter profundidade de nenhum assunto, um sujeito sim que tinha interesse que mudar de trabalho, mulher e cidade. O que o levava a pensar desse jeito? O gosto pela vida? O prazer em vivê-la de todas as formas? Acho que não, ele não tinha era amor a sua própria vida, não procurava crescer em seu trabalho, em evoluir de cargo, queria sempre uma mulher diferente e bonita, morar em lugares que jamais foi.

Meu pai nunca tinha parado para pensar que ia envelhecer que precisava de alguém que o amasse de verdade como minha mãe, como eu, mais ele não pensava nisso. Lembro-me bem, quando perguntei qual era os seus planos, seus objetivos, e ele me respondeu:

- Meu filho, meu maior prazer, é mudar, não gosto que minha vida se torne rotina, gosto de sentir diferenciados desejos e cumpri-los.

- Papai, sabe que não tenho experiência de vida que o senhor tem, mas será que não está na hora de refletir um pouco e ver que a vida não é assim, temos que plantar algo bom e colhermos.

- Sim, eu plantei você e seus irmãos são minha jóia rara, tudo que tenho.

Lembro-me bem deste episódio da minha vida, porque meu pai dizia que éramos a sua jóia rara, mais da boca para fora, porque apenas oque nos dava era dinheiro para sobreviver meus outros irmãos não queria nem ouvir o seu nome, eu que sempre me preocupava, e sempre estava do seu lado.

Hoje meu pai colheu o que plantou, dependente químico, que para sobreviver procura a bebida, mas estou ao seu lado, para o que der e vier, trabalho muito, para que não lhe falte nada, mas isso é a dura realidade de uma vida de rotatividade e mudança, bem que lhe avisei.